sexta-feira, 21 de setembro de 2007

OBRAS ADICIONAIS DA CODIFICAÇÃO

Obras Póstumas


Obras Póstumas ("Oeuvres Posthumes" no original em francês) é uma compilação de escritos do Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, lançada póstumamente em Paris, em janeiro de 1890, pelos dirigentes da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. A epígrafe da obra reza: "É preciso propagar a Moral e a Verdade".


Conteúdo

A obra transcreve uma biografia de Allan Kardec publicada originalmente na Revista Espírita, assim como o discurso proferido pelo astrônomo Camille Flammarion no sepultamento do mestre lionês.
Dividida em duas partes grandes e heterogêneas, contém diversos artigos escritos por Kardec que não haviam sido publicados, fosse por falta de tempo hábil, fosse por não representarem mais, com o passar dos anos, uma expressão fiel de seu pensamento. Além deles, há ainda a transcrição de várias comunicações mediúnicas ocorridas em reuniões em que Kardec tomou parte.
O conteúdo geral da obra é bastante esclarecedor a respeito do ponto de vista do Codificador do Espiritismo acerca de variados temas de ordem filosófica, moral e religiosa. Alguns assuntos abordados: música celeste, a natureza do Cristo, o conhecimento do futuro, as manifestações dos Espíritos, fotografia e telegrafia do pensamento.


Primeira Parte

A primeira parte da compilação é dedicada a uma série de artigos escritos por Allan Kardec em épocas bastante diferentes. Constam nessa porção da obra análises acerca das manifestações dos Espíritos, incluindo temas como perispírito, transfigurações, sonambulismo e telepatia, e sobre temas sociais e filosóficos, a exemplo do Estudo sobre a natureza do Cristo e dos ensaios As cinco alternativas da Humanidade e Liberdade, Igualdade, Fraternidade.


Segunda Parte

Já na segunda porção da obra consta uma série de transcrições de reuniões mediúnicas nas quais Kardec tomou parte, que versaram basicamente sobre o desenvolvimento das idéias espíritas, sua divulgação e sua influência nas sociedades européias. Há diversas notas de Kardec explicando o contexto em que se estabeleceram as comunicações, o que, somado ao ordenamento cronológico em que já se achavam organizados os textos, dá margem à idéia de que se tratava de uma nova obra que vinha sendo compilada pelo Codificador do Espiritismo.

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O Que É o Espiritismo?



O que é o Espiritismo? é a segunda obra sobre o Espiritismo publicada por Allan Kardec, no ano de 1859. Trata de forma introdutória e bastante didática sobre a doutrina espírita.


Sumário

Título Original: "Qu'est-ce que le spiritisme?"
A obra trata, de forma resumida, da definição do Espiritismo, vindo logo em seguida a ">O Livro dos Espíritos, justamente para promover uma mais rápida explanação da Doutrina que aqueloutra trazia. É dividida em três diálogos, em que Kardec discute com um cético, um livre-pensador, e outras personagens.
Traz, ainda, resposta à principais críticas apresentadas pelo opositores da doutrina, bem como a rápida análise da comunicabilidade dos Espíritos, da reencarnação e suas implicações morais.


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Revista Espírita


A Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos - (Revue Spirite - Journal d'Études Psychologiques) foi fundada por Allan Kardec, o codificador do Espiritismo em 1 de janeiro de 1858, tendo sido por ele editada até a sua desencarnação, ocorrida em 31 de março de 1869.
Os números publicados durante esses 12 anos foram traduzidos para o português, podendo ser encontrados em três edições, uma pela Editora IDE - Instituto de Difusão Espírita, em tradução de Salvador Gentille, outra pela Editora Cultural Espírita Edicel, em tradução de Júlio Abreu Filho e, a mais recente, pela Federação Espírita Brasileira, em tradução de Evandro Noleto.
Como se poderá verificar, comparando os números editados por Kardec com as Obras Básicas, o Codificador utilizava a Revista Espírita para desenvolvimento e debate de idéias que seriam, muitas delas, após consolidadas, transferidas para os livros da Codificação publicados após O Livro dos Espíritos. Assim sendo, o estudo dos números da Revista Espírita publicados durante seus primeiros 12 anos é fundamental para entendimento da Doutrina Espírita.
Após a desencarnação de Kardec, a Revue Spirite permaneceu sendo publicada na França, com interrupções apenas entre 1915 e 1917, devido à Primeira Guerra Mundial, entre 1940 e 1947, devido à Segunda Guerra Mundial e entre janeiro de 1977 e maio de 1986 pelo abandono do título. Em 11 de maio de 1989 a Union Spirite Française et Francophone (USFF) - União Espírita Francesa e Francofônica - obteve o registro oficial da Revue Spirite e reiniciou a sua edição em conjunto com o Conselho Espírita Internacional (CEI). Hoje a Revista Espírita é editada em francês, esperanto, espanhol, inglês, polonês e russo.

Obs: Estarei inserindo nos links a fonte para download da Revista Espírita de 1858 a 1869. Muito, muito importante para estudar de fato a Doutrina Espírita, pois vai muito além das Obras Básicas, mostrando o progresso dos Estudos realizados, pesquisas e experiências.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Reconhecimento à Allan Kardec



(O material abaixo refere-se a uma psicografia de Divaldo Franco,assinada pelo espírito de Léon Denis,recebida no Congresso Espírita em Paris,em francês de modo espelhado, ou seja, escrita ao contrário).







Tradução


Reconhecimento a Allan Kardec
No mesmo ano em que Napoleão Bonaparte foi consagrado Imperador dos franceses, Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon em 3 de outubro 1804.
Transferido da fogueira de Constance em 6 de julho de 1415, para os dias gloriosos da intelectualidade de Paris, Kardec dedicou-se ao apostolado da Doutrina ensinada e pregada por Jesus.
Sua vida e sua obra testemunham sua grandeza – Missionário da Verdade!
Nós, os beneficiários da sua sabedoria, agradecemos, emocionados, e pedimos humildemente: ore por nós, tu que já estás no reino dos céus!
Léon Denis
(Divaldo Franco, 02/10/2004, Congresso Espírita/Paris )

BIOGRAFIA - CAMILLE FLAMMARION

Nicolas Camille Flammarion, mais conhecido como Camille Flammarion Montigny-le-Roi, 26 de fevereiro de 1842 - Juvisy-sur-Orge, 3 de junho de 1925), foi um astrônomo francês.
Flammarion foi um homem cujas obras encheram de luzes o século XIX.
Ele era o mais velho de uma família de quatro filhos, entretanto, desde muito jovem se revelaram nele qualidades excepcionais. Queixava-se constantemente que o tempo não lhe deixava fazer um décimo daquilo que planejava. Aos quatro anos de idade já sabia ler, aos quatro e meio sabia escrever e aos cinco já dominava rudimentos de gramática e aritmética. Foi educado em Langres e tornou-se o primeiro aluno da escola onde freqüentava. Para que ele seguisse a carreira eclesiástica, puseram-no a aprender latim com o vigário Lassalle. Aí Flammarion conheceu o Novo Testamento e a Oratória. Em pouco tempo estava lendo os discursos de Massilon e Bonsuet. O padre Mirbel falou da beleza da ciência e da grandeza da Astronomia e mal sabia que um de seus auxiliares lhe bebia as palavras. Esse auxiliar era Camille Flammarion, aquele que iria ilustrar a letra e a significação galo-romana do seu nome -- Flammarion: "Aquele que leva a luz". Nas aulas de religião era ensinado que uma só coisa é necessária: "a salvação da alma", e os mestres falavam: "De que serve ao homem conquistar o Universo se acaba perdendo a alma?".
Foi dura a vida dos Flammarions, e Camille compreendeu o mérito de seu pai entregando tudo aos credores. Reconhecia nele o mais belo exemplo de energia e trabalho, entretanto, essa situação levou-o a viver com poucos recursos. Camille, depois de muito procurar, encontrou serviço de aprendiz de gravador, recebendo como parte do pagamento casa e comida. Comia pouco e mal, dormia numa cama dura, sem o menor conforto; era áspero o trabalho e o patrão exigia que tudo fosse feito com rapidez. Pretendia completar seus estudos, principalmente a matemática, a língua inglesa e o latim. Queria obter o bacharelado e por isso estudava sozinho à noite. Deitava-se tarde e nem sempre tinha vela. Escrevia ao clarão da lua e considerava-se feliz. Apesar de estudar à noite, trabalhava de 15 a 16 horas por dia. Ingressou na Escola de desenho dos frades da Igreja de São Roque, a qual freqüentava todas as quintas-feiras. Naturalmente tinha os domingos livres e tratou de ocupá-los. Nesse dia assistia as conferências feitas pelo abade sobre Astronomia. Em seguida tratou de difundir as associações dos alunos de desenho dos frades de São Roque, todos eles aprendizes residentes nas vizinhanças. Seu objetivo era tratar de ciências, literatura e desenho, o que era um programa um tanto ambicioso.Aos 16 anos de idade, Camille Flammarion foi presidente da Academia, a qual, ao ser inaugurada, teve como discurso de abertura o tema "As Maravilhas da Natureza". Nessa mesma época escreveu "Cosmogonia Universal", um livro de quinhentas páginas; o irmão, também muito seu amigo, tomou-se livreiro e publicava-lhe os livros. A primeira obra que escreveu foi "O Mundo antes da Aparição dos Homens", o que fez quando tinha apenas 16 anos de idade. Gostava mais da Astronomia do que da Geologia.
Assim era sua vida: passar mal, estudar demais, trabalhar em exagero. Um domingo desmaiou no decorrer da missa, por sinal, um desmaio muito providencial. O doutor Edouvard Fornié foi ver o doente. Em cima da sua cabeceira estava um manuscrito do livro "Cosmologia Universal". Após ver a obra, achou que Camille merecia posição melhor. Prometeu-lhe, então, colocá-lo no Observatório, como aluno de Astronomia. Entrando para o Observatório de Paris, do qual era diretor Levèrrier, muito sofreu com as impertinências e perseguições desse diretor, que não podia conceber a idéia de um rapazola acompanhá-lo em estudos de ordem tão transcendental. Retirando-se em 1862 do Observatório de Paris, continuou com mais liberdade os seus estudos, no sentido de legar à Humanidade os mais belos ensinamentos sobre as regiões silenciosas do Infinito. Livre da atmosfera sufocante do Observatório, publicou no mesmo ano a sua obra "Pluralidade dos Mundos Habitados", atraindo a atenção de todo o mundo estudioso. Para conhecer a direção das correntes aéreas, realizou, no ano de 1868, algumas ascensões aerostáticas.
A partir dessa época, Flammarion começou a escrever livros populares de astronomia que foram traduzidos para diversas línguas. Uma de sua obras mais conhecidas é Astronomia Popular, de 1880, pela qual recebeu da Academia Francesa, o prêmio Montyon. Editou uma série de revistas científicas e astronômicas. Em 1870 escreveu e publicou um tratado sobre a rotação dos corpos celestes, através do qual demonstrou que o movimento de rotação dos planetas é uma aplicação da gravidade às suas densidades respectivas.
No fim de sua vida escreveu sobre pesquisas de física. Em 1883, Flammarion fundou o observatório de Juvisy-sur-Orge, dirigindo-o pelo resto de sua vida, incentivando o trabalho de observadores amadores.
Em 1887 fundou a Sociedade Astronômica da França. Seus trabalhos para a popularização da astronomia fizeram com que fosse agraciado, em 1922, com um prêmio da Legião de Honra.
Suas obras, de uma forma geral, giram em torno do postulado espírita da pluralidade dos mundos habitados.
Camille Flammarion, segundo Gabriel Delanne, foi um filósofo enxertado em sábio, possuindo a arte da ciência e a ciência da arte. Flammarion--"poeta dos Céus", como o denominava Michelet -- tornou- se baluarte do Espiritismo, pois, sempre coerente com suas convicções inabaláveis, foi um verdadeiro idealista e inovador.


Atuação como espírita

Universum - Representação do Universo gravada em madeira (xilogravura), usada por Camille Flammarion na sua obra L'atmosphère: météorologie populaire, (Paris 1888) - (Coloração de Heikenwaelder Hugo, Viena 1998).
Tornando-se espírita convicto, foi amigo pessoal e dedicado de Allan Kardec, tendo sido escolhido para proferir o discurso à beira do túmulo do codificador do Espiritismo, no qual o denominou de "o bom senso encarnado". A íntegra desse discurso consta do início de Obras Póstumas, em edição da FEB.
Suas obras, a partir de então, revelam a sua visão espírita sobre questões fundamentais para a humanidade, como se poderá constatar pelo títulos de algumas obras que constam listadas na bibliografia. Em algumas delas, como "Narrações do Infinito", poderá ser verificada, ainda, a atuação de Camille Flammarion como médium.
O Capítulo VI de A Gênese, uma das obras básicas do Espiritismo, intitulado "Uranografia Geral - o espaço e o tempo", é a transcrição de uma série de comunicações ditadas à Sociedade Espírita de Paris, em 1862 e 1863, sob o título "Estudos Uranográficos" assinadas por Galileu (espírito) e tendo o médium sido registrado como C.F., as iniciais de Camille Flammarion.

Obras
  • La pluralité des mondes habités (A Pluralidade dos Mundos Habitados), 1862.
  • Les Mondes imaginaires et les mondes réels (Os Mundos Imaginários e os Mundos Reais), 1864.
  • Les mondes célestes (Os Mundos Celestes), 1865.
  • Études et lectures sur l'astronomie (Estudos e Palestras sobre a Astronomia), em 9 volumes, 1866-1880.
  • Dieu dans la nature (Deus na Natureza), 1866.
  • Contemplations scientifiques (Contemplações Cientíicas), 1870-1887, 2 séries.
  • Voyages aériens (Viagens Aéreas), 1870.
    L'Atmosphère (A Atmosfera), 1871.
  • Récits de l'infini (Narrações do Infinito), 1872.
  • Histoire du ciel (História do Céu), 1872.
  • Récits de l'infini, Lumen, histoire d'une comète (Narrações do Infinito, Lúmen, História de um Cometa), 1872.
  • Dans l'infini (No Infinito), 1872.
  • Vie de Copernic (Vida de Copérnico), 1873.
  • Les Terres du ciel (As Terras do Céu), 1877.
  • Atlas céleste (Atlas Celeste), 1877.
  • Cartes de la Lune et de la planète Mars (Mapas da Lua e do Planeta Marte), 1878.
  • Catalogue des étoiles doubles en mouvement (Catálogo das Estrelas Duplas em Movimento), 1878.
  • Astronomie sidérale (Astronomia Sideral), 1879.
  • Astronomie populaire (Astronomia Popular), 1880. Recebeu por esta obra o prêmio Montyon, da Academia Francesa.
  • Les étoiles et les curiosités du ciel (As Estrelas e as Curiosidades do Céu), 1881.
  • Le Monde avant la création de l'homme. (O Mundo Antes da Criação do Homem), 1886.
  • Dans le ciel et sur la Terre (No Céu e Sobre a Terra), 1886.
  • Les Comètes, les étoiles et les planètes (Os Cometas, as Estrelas e os Planetas), 1886.
    Uranie (Urânia), 1889.
  • Centralisation et discussion de toutes les observations faites sur Mars (Centralização e Discussão de Todas as Observações Feitas sobre Marte), em 2 volumes, 1892-1902.
  • La fin du monde (O Fim do Mundo), 1894.
  • Les Imperfections du calendrier (As Imperfeições do Calendário), 1901.
  • Les Phénomènes de la foudre (Os Fenômenos do Raio), 1905.
  • L'Atmosphère et les grands phénomènes de la nature (A Atmosfera e os Grandes Fenômenos da Natureza), 1905.
  • L'Inconnu et les problèmes psychiques (O Desconhecido e os Fenômenos Psíquicos), 1917.
  • La Mort et son mystère (A Morte e o Seu Mistério), 1917.
  • Les Maisons Hantées (As Casas Mal Assombradas), 1923.

BIOGRAFIA - GABRIEL DELANNE



Gabriel Delanne (França, 23 de Março de 1857 - 15 de Fevereiro de 1926), foi um espírita francês e importante defensor da cientificidade do Espiritismo durante a transição do século XIX para o século XX, particularmente após o falecimento de Allan Kardec.
Allan Kardec, Léon Denis e Gabriel Delanne merecem, por seu devotamento à Ciência Espírita, serem chamados "Apóstolos do Espiritismo". Dentre eles, apenas Gabriel Delanne nasceu numa família que já conhecia o Espiritismo. Allan kardec, quando iniciou as suas atividades espíritas, já tinha 51 anos. Léon Denis, a seu turno, viveu 16 anos sem ter ouvido falar de Espiritismo.
Seu pai, Alexandre Delanne, ao viajar em negócios, ouviu falar do Espiritismo, o que lhe ensejou a leitura de O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns. Depois dessa leitura, teve a curiosidade de conhecer pessoalmente Allan Kardec. Fê-lo, e foi acolhido fraternalmente pelo Codificador do Espiritismo. Tornaram-se amigos, a ponto de Allan Kardec freqüentar a sua casa. Foi dentro desse ambiente que cresceu Gabriel Delanne. Em fins de 1889, Alexandre funda o seu Grupo Espírita, e sua esposa torna-se uma excelente médium-escrevente. É assim que, desde o começo de sua vida, já estava familiarizado com o vocabulário espírita.
Fundou a União Espírita Francesa, juntamente com seu pai, em 24/12/1882, e colaborador e redator da revista bimensal Le Spiritism, em março de 1883. Auxiliou na fundação da Federação Francesa-Belgo-Latina, em 1883.
Ao lado do filósofo Léon Denis, foi um importante divulgador das idéias espíritas nessa época. Fazia conferência por toda a Europa durante os anos de 1886, 1887, 1888, 1889 e 1890, incluindo a abertura do "I Congresso Espírita e Espiritualista" que ocorreu em 1890.
Auxiliou Charles Robert Richet, criador da Metapsíquica, em suas pesquisas com a médiumMarthe Béraud.
Já em 1896 fundou a Revista Científica e Moral do Espiritismo, que por muitos anos levou a público artigos científicos e filosóficos sobre a temática espírita.

Obras
  • Le Spiritisme devant la Science (O Espiritismo perante a Ciência), em 1885;
  • Le Phénomène Spirite (O Fenômeno Espírita), em 1896;
  • L’Évolution Animique (A Evolução Anímica), em 1897;
  • Recherches sur la Médiumnité (Pesquisas sobre a Mediunidade), em 1898;
  • L’Âme est Immortelle (A Alma é Imortal), em 1897;
  • Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome I (As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, 1.º volume), em 1909;
  • Les Apparitions Matérialisés des Vivants et des Mort, tome II (As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos, 2.º volume), em 1911;
  • Documents pour servir à l´étude de la Réincarnation. Paris: Éditions de la B.P.S, 1924.La Réincarnation (Documentos para Servir ao Estudo de Reencarnação), em 1927.
Observação: para maiores informações, consulte a obra Gabriel Delanne: Sua Vida, seu Apostolado, sua Obra, de BODIER, Paul e REGNAULT, Henri (Rio de Janeiro, C. E. Léon Denis, 1988)

BIOGRAFIA - LÉON DENIS



Léon Denis (Foug, Tours, 1 de janeiro de 1846 - Tours, 12 de Março de 1927) foi um filósofo espírita e um dos principais continuadores do Espiritismo após o desencarne de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a idéia da sobrevivência da alma e suas conseqüências no campo da ética nas relações humanas.



Resumo biográfico

Já aos 18 anos trava contato com O Livro dos Espíritos, e torna-se convicto adepto do espiritismo.
Desempenha importante papel para a sua divulgação, enfrentando os acirrados inimigos daqueles tempos iniciais – o positivismo materialista de Augusto Comte, que grassava nas universidades, o ateísmo e a reação das religiões. Era ainda membro atuante da maçonaria.
Sua vivência no Espiritismo foi acompanhada pelos ensinamentos fornecidos pelos seus guias espirituais: Sorella, Durand e Jerônimo de Praga. Inicialmente, solicitaram-lhe a devida preparação para se tornar um orador e escritor; depois, fortaleceram-lhe o ânimo, dizendo-lhe para não se preocupar, pois estariam ao seu lado em todos os momentos da vida.
Léon Denis e Allan Kardec têm, entre si, íntima relação. Ambos são druídas reencarnados, pois viveram nas Gálias, no século V a. C.. O nome Léon Denis está escrito no de Kardec, ou seja, Hippolyte LEON DENIZard Rivail. São Jerônimo de Praga, seu guia espiritual, fora discípulo de João Huss (encarnação anterior de Kardec), os dois queimados vivos, no Século XV, por ordem do Concílio de Constança.
Autodidata, dotado de rara inteligência, Denis produz escritos de grande percuciência e profundidade, revelando uma capacidade cognitiva incomum.
A partir de 1910 sua visão vai diminuindo. Mas isto não impediu que prosseguisse no trabalho de defesa da existência e sobrevivência da alma. Logo depois da I Guerra Mundial, aprende a linguagem em braile.
Sua grande produção na literatura espírita, bem como seu caráter afável e abnegado, valeram-lhe a alcunha de Apóstolo do Espiritismo.
A integridade de seu caráter criava-lhe condições necessárias para o cumprimento do seu dever. Ao cogito ergo sum de Descartes, acrescenta: "Eu sou e quero ser sempre mais do que sou". Vegetariano, dizia que não havia bebida melhor do que a água.

Principais Obras

Legou Léon Denis farta produção. Dentre suas obras, destacam-se:



  • Cristianismo e Espiritismo (FEB)
  • Depois da Morte (FEB)
  • Espíritos e Médiuns (CELD)
  • Joana D'Arc, Médium (FEB)
  • No Invisível (FEB)
  • O Além e a Sobrevivência do Ser (FEB)
  • O Espiritismo e o Clero Católico (CELD)
  • O Espiritismo na Arte (Lachâtre)
  • O Gênio Céltico e o Mundo Invisível (CELD)
  • O Grande Enigma (FEB)
  • O Mundo Invisível e a Guerra (CELD)
  • O Porquê da Vida (FEB)
  • O Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB)
  • O Progresso (CELD)
  • Provas Experimentais da Sobrevivência
  • Socialismo e Espiritismo (O Clarim)





BIOGRAFIA - ALEXANDRE AKSAKOF

Alexandre Aksakof Ripievka (27 de maio de 1832 - São Petersburgo, 4 de janeiro de 1903), diplomata e conselheiro de Alexandre III, czar russo, doutorou-se em filosofia e se notabilizou na investigação e na análise dos fenômenos espíritas durante o século XIX.
Foi professor da Academia de Leipzig e fundador, em 1874, da revista Psychische Studien (Estudos Psíquicos), na Alemanha. Em 1891, lançou em Moscou a revista de estudos psíquicos Rebus, a primeira do gênero na Rússia.
Criou adeptos entre cientistas e filósofos de seu tempo, que, através de experiências feitas com médiuns famosos como Daniel Dunglas Home, levou a Rússia a formar a primeira comissão de caráter puramente científico para o estudo dos fenômenos espíritas. Para essa comissão, Aksakof mandou vir da França e da Inglaterra os médiuns que participariam das experiências.
Como resultado, por haver fugido das condições pré-estabelecidas, tal comissão chegou a conclusões questionáveis, saindo como relatório conclusivo o livro "Dados para estabelecer um juízo sobre o Espiritismo", onde afirmava a falsidade dos fenômenos observados. Aksakof contestou a comissão com um outro livro intitulado: "Um momento de preocupação científica".
Sustentou longa polêmica e refutou as explicações materialistas do filósofo alemão Von Hartmann, discípulo de Schopenhauer, que atribuía todos os fenômenos espíritas a manifestações do inconsciente ou a charlatanismos.
Efetivou numerosas experiências e observações científicas com o concurso da médium italiana Eusapia Palladino, que serviram de fundamentação para sua obra mais importante: Animismo e Espiritismo assim como, ao estudar a mediunidade da médium inglêsa conhecida como Elizabeth d'Espérance, testemunhou um evento sobre o qual escreveu a obra "Um Caso de Desmaterialização".

Livros e artigos de Aksakof
  • Animismo e Espiritismo, volumes I e II (Livro de 1890:FEB, RJ);
  • Um Caso de Desmaterialização: (FEB, RJ);
  • Étude sur les matérialisations des formes humaines, S. L. 1897, “in” 8 (artigo);
  • Precursores do Espiritismo desde 250 anos, ou Predvesttniki Spiritizma Zapoledmie 250 Lyet (artigo);
  • Um monumento de preocupação científica (artigo).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

AS OBRAS BÁSICAS

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits) é o primeiro livro sobre a Doutrina Espírita publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, em 18 de abril de 1857, sob o pseudônimo Allan Kardec.

É uma obra básica do espiritismo, e foi lançado por Kardec após seus estudos sobre os fenômenos que, segundo muitos pesquisadores da época, possuíam origem mediúnica, e estavam difundidos por toda a Europa durante o século XIX.

Apresenta-se na forma de perguntas, dirigidas ao que Kardec defendia serem espíritos, e respostas, totalizando 1.019 tópicos. Foi o primeiro de uma série de cinco livros editados pelo pedagogo sobre o mesmo tema.

As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente Caroline e Julie Boudin (respectivamente, 16 e 14 anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (18 anos à época) no processo de revisão do livro. Após o primeiro esboço, o método das perguntas e respostas foi submetido a comparação com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, totalizando em "mais de dez", nas palavras de Kardec, o número de médiuns cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação de O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de Abril de 1857, na capital francesa, contendo 550 itens. Só a partir da segunda edição, lançada em 16 de março de 1860, com ampla revisão de Kardec mediante o contato com grupos espíritas de cerca de 15 países da Europa e das Américas, aparecem as atuais 1019 perguntas e respostas.

Conteúdo - Sumário

A obra se divide em quatro "livros", como comumente se dividiam as obras filosóficas à época, que tratam respectivamente:
  • Das causas primárias - abordando as noção de divindade, Criação e elementos fundamentais do Universo.
  • Do mundo dos Espíritos - analisando a noção de Espírito e toda a série de imperativos que se ligam a esse conceito, a finalidade de sua existência, seu potencial de auto-aperfeiçoamento, sua pré e sua pós-existência e ainda as relações que estabelece com a matéria.
  • Das leis morais - trabalhando com o conceito de Leis de ordem Moral a que estaria submetida toda a Criação, quais sejam as leis de: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e justiça, amor e caridade.
  • Das esperanças e consolações - concluindo com ponderações acerca do futuro do homem, seu estado após a morte, as alegrias e obstáculos que encontra no além-túmulo.
Intolerância e Reação

Em setembro de 1861 o Sr. Lachâtre encomenda, de Barcelona, 300 volumes de obras espíritas, dentre as quais o Livro dos Espíritos. Ao chegarem, os livros são apreendidos num auto de fé pelo Bispo local, revivescendo a Inquisição. A sentença foi executada a 9 de outubro, data que marca a intolerância religiosa, reagindo contra a divulgação da Doutrina Espírita.
A 1 de maio de 1864 a Igreja Romana coloca a obra no Index - o catálogo das obras cuja leitura é vedada aos seus fiéis.

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O LIVRO DOS MÉDIUNS

O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores é a segunda das cinco obra básica do espiritismo, publicada em 1861, na França, por Allan Kardec. Versa sobre o caráter experimental e investigativo da Doutrina Espírita, visto como ferramenta teórico-metodológica para se compreender uma "nova ordem de fenômenos", até então jamais considerada pelo conhecimento científico: os fenômenos ditos espíritas ou mediúnicos, que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física.
Metodologia

As primeiras investigações de Kardec tinham por foco um fenômeno bastante comum em meados do século XIX, na Europa e nos Estados Unidos: o das chamadas mesas girantes ou dança das mesas, em que certa quantidade de pessoas se reuniam em torno de mesas para se entreter com deslocamentos insólitos e aparentemente involuntários realizados por esses móveis. Apesar do nome, era comum, segundo diversos relatos da época, a ocorrência de fenômenos semelhantes com objetos variados.
Após dois anos de investigação, Kardec se viu particularmente convencido da hipótese mediúnica como a forma mais consistente de explicar certas ocorrências de movimentação espontânea de objetos. Isso porque, para além dos simples deslocamentos aleatórios, perfeitamente atribuíveis a causas naturais, Kardec catalogou o que denominava manifestações inteligentes, ou seja, movimentos que recorriam a sistemas simbólicos para estabelecer um canal de comunicação com um entrevistador. Alguém fazia uma pergunta e estabelecia critérios como "uma batida para sim, duas para não", e, em certos casos, um interrogatório feito à exaustão obtinha sucessivas respostas corretas. Com o tempo esse método de comunicação foi sendo depurado, passando pelo uso de um lápis amarrado a um cesto em cuja borda um ou mais médiuns colocavam seus dedos, até chegar à moderna técnica da psicografia.

Assim, Kardec se empenhou em fazer um estudo analítico das diversas modalidades de comunicação estabelecidas entre homens e espíritos, que resultou em O Livro dos Médiuns.

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O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

O Evangelho Segundo o Espiritismo é uma obra de Allan Kardec, lançada em abril de 1864, que avalia os evangelhos canônicos sob a óptica da Doutrina Espírita, tratando com atenção especial a aplicação dos princípios da moral cristã e de questões de ordem religiosa como a da prece e da caridade.
Dentre as cinco obras compiladas por Allan Kardec relacionadas ao espiritismo, é a que dá maior enfoque a questões éticas e comportamentais do ser humano.
Sumário

Na introdução da obra, Allan Kardec divide didaticamente os relatos contidos nos Evangelhos canônicos em cinco partes: os atos ordinários da vida de Jesus; os milagres; as predições; as palavras que serviram de base aos dogmas; e os ensinamentos morais. Segundo Kardec, se as quatro primeiras foram, ao longo da história, objeto de grandes controvérsias, a última tem sido ponto pacífico para a maior parte dos estudiosos.
Assim, é especificamente sobre essa parte que Kardec lança o olhar espírita. Longe de pretender criar uma "Bíblia espírita" ou mesmo de objetivar uma reinterpretação espírita desse livro sagrado, Kardec se empenha em extrair dos Evangelhos princípios de ordem ético-moral universais, e em demonstrar sua consonância com aqueles defendidos pelo espiritismo. Utiliza-se, na maior parte da obra, da célebre tradução francesa de Sacy. Eventualmente, para solucionar divergências, ele recorre ao grego e ao hebraico.
Traz, ainda, um estudo sobre o papel de precursores do cristianismo e do espiritismo que teria sido desempenhado por Sócrates e Platão, analisando diversas passagens legadas por estes filófosos que demonstrariam claramente essa condição.
Excertos

As passagens seguintes (Guillon Ribeiro), ilustram o seu conteúdo:

Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.

O amor aos bens terrenos constitui um dos mais fortes óbices ao vosso adiantamento moral e espiritual. Pelo apego à posse de tais bens, destruís as vossas faculdades de amar, com as aplicardes todas às coisas materiais.
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O CÉU E O INFERNO

O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo é a quarta das cinco Obras Básicas do espiritismo, lançada em 1865, na França, por Allan Kardec. Compõe-se de duas partes: na primeira, Kardec realiza um exame crítico da doutrina católica sobre a transcendência, procurando apontar contradições filosóficas e incoerências com o conhecimento científico, superáveis, segundo ele, mediante o paradigma espírita da fé raciocinada. Na segunda, constam dezenas de diálogos que teriam sido estabelecidos entre Kardec e diversos espíritos, nos quais estes narram as impressões que trazem do além-túmulo.

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A GÊNESE


A Gênese, ou também Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, foi publicada em 6 de janeiro de 1868. Nessa obra, Allan Kardec aborda diversas questões de ordem filosófica e científica, como a criação do Universo, a formação dos mundos, o surgimento do espírito, segundo o paradigma espírita de compreensão da realidade.

Nesse livro, Kardec procura estudar os milagres como fenômenos naturais cujos mecanismos de funcionamento são atualmente desconhecidos pela Ciência. Descreve os feitos extraordinários de Jesus Cristo, explicando o que teria realmente acontecido. Também mostra o processo espiritual e físico da criação da Terra, dos astros e planetas que compõem o Universo, segundo a visão científica de seu tempo. Epígrafe:"A Doutrina Espírita é a resultante do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência está chamada a constituir a Gênese segundo as leis da
Excerto
Diz Kardec (A Gênese,
FEB, 32ª ed., Rio de Janeiro, 1988 - tradução Guillon Ribeiro, cap. I, item 55):

«Um último caráter da revelação espírita, a ressaltar das condições mesmas em que ela se produz, é que, apoiando-se em fatos, tem que ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva, como todas as ciências de observação. Pela sua substância, alia-se à Ciência, que, sendo a exposição das leis da Natureza, com relação a certa ordem de fatos, não pode ser contrária às Leis de Deus, Autor daquelas Leis. As descobertas que a Ciência realiza, longe de o rebaixarem, glorificam a Deus; unicamente destroem o que os homens edificaram sobre as falsas idéiasque formaram de Deus
Origem: Wikipédia

BIOGRAFIA - ALLAN KARDEC





ALLAN KARDEC


Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, França, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março 1869) foi um pedagogo e escritor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador, sistematizador e organizador do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita.

Nasceu numa antiga família que se distinguiu na magistratura, advogacia e de orientação católica. Desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia.

Formou-se na Escola de Pestalozzi, no Castelo de Zahringenem, em Yverdum (Suíça) e tornou-se um dos discípulos mais eminentes daquela escola. e ativo propagador de seu método, que tão grande influência teve na reforma do ensino na França e na Alemanha. Aos quatorze anos de idade já ensinava aos seus colegas menos adiantados.

Concluídos os seus estudos, o jovem Rivail retornou ao seu país natal. Profundo conhecedor da língua alemã, traduzia para este idioma diferentes obras de educação e de moral, com destaque para as obras de François Fénelon, pelas quais manifestava particular atração.

Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?

A 6 de fevereiro de 1832 desposou Amélie Gabrielle Boudet.

Como pedagogo, o jovem Rivail dedicou-se à luta para uma maior democratização do ensino público. Entre 1835 e 1840, manteve em sua residência, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia Comparada, Astronomia e outros. Nesse período, preocupado com a didática, criou um engenhoso método de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, visando facilitar ao estudante memorizar as datas dos acontecimentos de maior expressão e as descobertas de cada reinado do país.

Publicou diversas obras sobre Educação, alcançando respeito e admiração no meio intelectual.

Conforme o seu próprio depoimento, publicado em Obras Póstumas, foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal ou mesmerismo, de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se voltou efetivamente para as mesas, quando começou a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam.

Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas deviam-se à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão da realidade baseada na necessidade de integração entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso, com o objetivo de lançar sobre o real um olhar que não negligenciasse nem o imperativo da investigação empírica na construção do conhecimento, nem a dimensão espiritual e interior do Homem. Adotou, nessa tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido – Allan Kardec – nome esse, segundo o que teria lhe dito um espírito, que teria utilizado em uma encarnação anterior como Druida, na Gália. O pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores.

Tendo iniciado a publicação das obras da Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz O Livro dos Espíritos, considerado como o marco de fundação do Espiritismo, após o lançamento da Revista Espírita (1 de janeiro de 1858), fundou, nesse mesmo ano, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

Dos estudos sistemáticos desses fenômenos surgiu toda uma filosofia fundamentada, segundo o autor, na comunicação dos espíritos e na ética cristã (ver O Evangelho segundo o Espiritismo).

Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores.

Faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos de idade, em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho.

Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Sobre seu túmulo, erguido como os dólmens druídicos, lê-se a inscrição: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei".

Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:
"Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra... Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (...) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!" (Discurso pronunciado junto ao túmulo de Allan Kardec por Camille Flammarion.)
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Obras Didáticas

O professor Rivail escreveu diversos livros pedagógicos, dentre os quais destacam-se:

1824 - Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família
1828 - Plano proposto para melhoramento da Instrução Pública
1831 - Gramática Francesa Clássica
1846 - Manual dos exames para os títulos de capacidade
1846 - Soluções racionais das questões e problemas da Aritmética e da Geometria
1848 - Catecismo gramatical da língua francesa
1849 - Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona
1849 - Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas
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Obras Espíritas

As cinco obras fundamentais que versam sobre o Espiritismo são:

O Livro dos Espíritos, Princípios da Doutrina Espírita, publicado em 18 de abril de 1857;
O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores, em janeiro de 1861;
O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864;
O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo, em agosto de 1865;
A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo, em janeiro de 1868.
Além delas, Kardec publicou mais cinco obras complementares:
Revista Espírita (periódico de estudos psicológicos), publicada mensalmente de 1 de janeiro de 1858 a 1869;
O que é o Espiritismo (resumo sob a forma de perguntas e respostas), em 1859;
Instrução prática sobre as manifestações espíritas (substituída pelo Livro dos Médiuns; publicada no Brasil pela editora O Pensamento)
O Espiritismo em sua expressão mais simples, em 1862;
Viagem Espírita de 1862 (publicada no Brasil pela editora O Clarim).
Após o seu falecimento, viria à luz:
Obras Póstumas, em 1890.
Outras obras menos conhecidas foram também publicadas no Brasil:
O principiante espírita (pela editora O Pensamento)
A Obsessão (pela editora O Clarim)
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Citações
  • "A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação." (O Céu e o Inferno, Primeira Parte, cap. 2)

  • "Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas." (A Gênese, Capítulo I, item 14)

  • "(...)o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos de cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do que aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eterno. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a Legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecerem essa anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje..." (Revista Espírita 1861, pág. 297-298)

Baseado na Wikipédia.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Filme sobre Bezerra de Menezes

Amigos,

acessem ao link que traz informações sobre o filme que está chegando em breve sobre o Dr. Bezerra.
Deverá ser emocionante por aquilo que podemos observar no treiler.

http://www.bezerrademenezesofilme.com.br/index.php

Muita paz!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

QUAL SUA CRIAÇÃO MENTAL?

Qual a sua criação mental?

Um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e,
aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem? Perguntou por sua vez o ancião.
- Oh! Um grupo de egoístas e malvados replicou-lhe o rapaz, estou satisfeito de haver saído de lá.
O velho replicou:
- A mesma coisa você haverá de encontrar pôr aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vive pôr aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste pôr ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará pôr aqui, respondeu o ancião.

Um homem que escutara as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive.
Aquele que nada encontrou de bom nos lugares pôr onde passou, não poderá encontrar outra coisa pôr aqui.
Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui.

Somos todos viajantes no tempo, e o futuro de cada um de nós está escrito no passado.
Ou seja, cada um encontra na vida, exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo.
" O ambiente, o presente e o futuro ”, somos nós que criamos.

Autor Desconhecido